Alto-falante “queimado” quase nunca é defeito de fábrica: na grande maioria dos casos é consequência de como ele foi usado. Estas são as causas mais comuns.
1. Excesso de potência térmica
A bobina converte em calor a maior parte da energia que recebe. Potência média acima da RMS por tempo prolongado aquece a bobina até o verniz e a cola cederem. Sinais: cheiro de queimado, bobina escurecida, multímetro marcando circuito aberto.
2. Clipping (amplificador saturado)
Um amplificador pequeno com o volume no máximo “corta” a senoide. O sinal ceifado tem potência média maior e muito conteúdo em altas frequências – os tweeters costumam ser as primeiras vítimas. Por isso um amplificador fraco pode queimar mais alto-falante que um forte usado com folga.
3. Excursão excessiva (dano mecânico)
Abaixo da frequência de sintonia de uma caixa dutada, o cone perde o “amortecimento” do ar e se movimenta livremente. Graves muito baixos com volume alto fazem a bobina bater no fundo do conjunto magnético, deformar ou sair do gap. Use filtro subsônico em caixas dutadas.
4. Ganho mal ajustado
O ganho do amplificador não é botão de volume: serve para casar o nível de saída do rádio com a entrada do amplificador. Ganho alto demais leva ao clipping já em volume moderado.
5. Corrente contínua ou crossover errado
Amplificador com defeito pode mandar DC para a saída e queimar o alto-falante em segundos. E um tweeter ligado sem capacitor ou crossover recebe graves que ele não suporta.
Como confirmar
Meça a resistência com o multímetro (desligado do amplificador): valor infinito indica bobina aberta; muito abaixo do esperado pode indicar espiras em curto. Raspando ou distorcendo? Veja o guia de diagnóstico.
Prevenção
- Amplificador dimensionado com folga e ganho bem ajustado (como dimensionar).
- Filtro passa-altas para médios e tweeters; subsônico para subwoofers dutados.
- Se ouvir distorção, baixe o volume: distorção audível é sinal de alerta.
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